segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Genoma humano começa a ser traduzido
Se fosse impresso como listas telefônicas, o genoma humano formaria uma pilha de volumes de cerca de 170 metros de altura, pouco menos da metade do tamanho do Pão de Açúcar (392m). Mas quando seu primeiro rascunho foi completado em 2000, os cientistas ficaram surpresos em ver que apenas 2% das “palavras” escritas com 3 bilhões de “letras” nestes livros, por volta de 22 mil genes, faziam sentido, isto é, traziam informações para a fabricação das proteínas essenciais para a vida. O resto foi classificado como DNA “lixo”, ou não codificante.
Agora, no entanto, uma série de 30 artigos publicados nas revistas “Nature”, “Genome Research” e “Genome Biology” mostra que boa parte, se não todo, esse “lixo” tem função, regulando o funcionamento, a chamada expressão, dos genes, algo como um imenso painel de controle instalado no genoma humano. A descoberta ajudaria a explicar não só como somos tão diferentes, apesar de todos termos 99,9% de nosso código genético igual, como por que pequenas variações neste DNA não codificante terem sido relacionadas a um risco maior de desenvolvimento de uma ampla gama de doenças, de câncer a diabetes.
- Agora o que tem que ir para o lixo é esta expressão “DNA lixo” - diz Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e do Instituto Nacional de Células-Tronco em Doenças Genéticas da USP. - Nunca acreditei nessa história de “DNA lixo” porque seria impossível termos menos genes que outros organismos muito menos complexos, como o tomate (cujo genoma contém cerca de 32 mil genes), e mesmo assim sermos como somos. Sempre disse que tudo isso era apenas DNA cuja importância a gente ainda não entendia. A natureza é sábia e não desperdiça material.
Os artigos divulgados nesta quarta-feira foram produzidos por mais de 440 cientistas de 32 instituições espalhadas pelo mundo reunidos em um projeto batizado ENCODE (sigla em inglês para “enciclopédia de elementos do DNA”), criado em 2003 para tentar entender o significado dos trechos aparentemente incompreensíveis do DNA humano. Os pesquisadores tiveram como ponto de partida justamente o fim do trabalho do Projeto Genoma Humano, iniciado em 1990 nos EUA e que anunciou o primeiro rascunho de 2000, seguido desde então por várias análises mais detalhadas. Em experimentos com 147 linhagens de células humanas cultivadas em laboratório, os cientistas verificaram que mais de 80% do genoma contêm elementos que podem ser relacionados a funções bioquímicas específicas, mapeando 4 milhões de regiões responsáveis por ativar ou desativar partes de nosso DNA.
- O DNA humano é muito mais ativo do que esperávamos, e há muito mais coisas acontecendo do que imaginávamos – resume Ewan Birney, do Laboratório Europeu de Biologia Molecular e um dos pesquisadores líderes do projeto ENCODE. - Nosso genoma está simplesmente lotado de interruptores: milhões de locais que determinam quando e se um gene será ligado ou desligado.
http://oglobo.globo.com/ciencia/genoma-humano-comeca-ser-traduzido-6008695
Genoma Humano
O genoma humano é um genoma (do grego geo: que forma e ma: ação) do Homo sapiens, é a sequência dos 23 pares decromossomos do núcleo de cada célula humana diplóide. Dos 23 pares, 22 são cromossomos autossômicos e um par é determinante do sexo (o cromossomo X nas mulheres e o cromossomo Y nos homens). O Projeto Genoma Humano produziu uma sequência de referencia do genoma humano eucromático, usado em todo o mundo e nas ciências biomédicas. O genoma humano possui cerca de 27.000 genes,[1][2] que codificam todas as proteínas humanas com exceção daquelas codificadas pela mitocôndria.
A sequência de DNA que conforma o genoma humano contém codificada a informação necessária para a expressão altamente coordenada e adaptável ao ambiente, do conjunto de proteínas humanas, o proteoma. As proteínas e não o DNA, são as principaisbiomoléculas reguladoras, sinalizadoras, organizando-se em enormes redes funcionais de interação.
Em definitivo, o proteoma fundamenta particularmente a morfologia e a funcionalidade de cada célula, assim como, a organização estrutural e funcional de células distintas conforme cada tecido, órgão e finalmente um organismo em seu conjunto. Assim o genoma humano contém a informação básica necessária para o desenvolvimento físico de um ser humano completo.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Surge a vida ! Segundo Darwin ;D
DARWIN E A TEORIA DA EVOLUÇÃO
“Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?”
“Se o homem veio do macaco, por que os macacos de hoje não viram homens?”
“Por que as espécies animais se diferenciam nas diversas partes dos planetas?”
“Se o homem veio do macaco, por que os macacos de hoje não viram homens?”
“Por que as espécies animais se diferenciam nas diversas partes dos planetas?”
Estas e outras perguntas nos inquietam quando o assunto é a origem das espécies. No entanto, um grande cientista contribui para encontrarmos algumas respostas e revolucionou a ciência: o naturalista inglês Charles Darwin – também conhecido como o pai da Teoria da Evolução das Espécies.
O ano de 2009 é o ano de Darwin. Comemoramos 150 anos da publicação do seu célebre livro On the origin of species (A origem das espécies), resultado de uma pesquisa que durou a vida inteira de Darwin e desvendou uma série de mistérios da natureza. Além disso, há exatos 200 anos, em 12 de fevereiro de 1809, Charles Darwin nascia em Shrewsbury, Inglaterra.
Darwin na juventude
O grande marco para as descobertas de Darwin foi sua viagem ao redor do mundo quando tinha 22 anos e zarpou a bordo do navio Beogle, em 1831. Durante a viagem, Darwin sofria de enjôos constantes, mas em terra aproveitava o tempo fazendo explorações. Visitou diversas regiões do globo terrestre e teve condições de perceber uma interessante relação entre fósseis e espécies viventes na época e mecanismos de adaptação de espécies relacionados ao ambiente e ao modo de vida destes.
Um exemplo destas observações foram emas e avestruzes, espécies que, apesar da semelhança, ocupam regiões geográficas distintas. Os tentilhões de Galápagos, com bicos adaptados aos tipos alimentícios, e tartarugas gigantes do mesmo arquipélago, com detalhes no casco característicos para indivíduos de cada ilha, também foram exemplos clássicos quando nos referimos a Darwin.
Um exemplo destas observações foram emas e avestruzes, espécies que, apesar da semelhança, ocupam regiões geográficas distintas. Os tentilhões de Galápagos, com bicos adaptados aos tipos alimentícios, e tartarugas gigantes do mesmo arquipélago, com detalhes no casco característicos para indivíduos de cada ilha, também foram exemplos clássicos quando nos referimos a Darwin.
Durante a viagem, Darwin passou pelo Brasil diversas vezes e ficou maravilhado com a biodiversidade do país. Em uma carta escrita a seu pai em 1832, relata: “Ninguém seria capaz de imaginar nada tão belo quanto a cidade da Bahia”.
Darwin não chegou as suas conclusões sozinho. Durante suas viagens, escrevia cartas para amigos pesquisadores - principalmente Alfred Wallce, considerado co-autor da teoria da evolução) - e colecionava “coisas” interessantes (penas, rochas, insetos, fósseis) que mais tarde se tornaram seu grande acervo de investigação.
Exemplo dos bicos de tentilhões de Galápagos.
Antes de Darwin, vigorava a idéia de que os seres vivos, inclusive o homem, haviam sido criados por Deus e não sofreram modificações ao longo do tempo.
Mas, na verdade, as observações de Darwin evidenciaram que a história era bem diferente: mudanças aconteciam, novas espécies surgiam das antigas e o próprio ser humano teria surgido na Terra como conseqüência desse processo.
Os diários de Darwin narram que o próprio autor relutou muito para divulgar suas idéias da evolução, por medo de ser confundido como um revolucionário ou de estar sendo contrário às idéias da Igreja.
O darwinismo
A teoria da evolução de Darwin ficou conhecida como Darwinismo e pode ser resumidamente enunciada:
Durante a transição de gerações considerável número de indivíduos falece, antes mesmo de procriarem. Os que sobrevivem e geram descendentes são aqueles selecionados e adaptados ao meio devido às relações com os de sua espécie e também ao ambiente onde vivem. A cada geração, a seleção natural favorece a permanência das características adaptadas, constantemente aprimoradas e constantemente melhoradas. É a evolução das espécies.
Hoje, com o conhecimento da genética, a teoria da Darwin foi incorporada à novos elementos, e passou a ser nomeada deNeodarwinismo, pela qual evolução é:
Durante a transição de gerações considerável número de indivíduos falece, antes mesmo de procriarem. Os que sobrevivem e geram descendentes são aqueles selecionados e adaptados ao meio devido às relações com os de sua espécie e também ao ambiente onde vivem. A cada geração, a seleção natural favorece a permanência das características adaptadas, constantemente aprimoradas e constantemente melhoradas. É a evolução das espécies.
Hoje, com o conhecimento da genética, a teoria da Darwin foi incorporada à novos elementos, e passou a ser nomeada deNeodarwinismo, pela qual evolução é:
“a mudança das características hereditárias de uma população de umageração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem ao longo do tempo. Características hereditárias são aexpressão gênica de genes que são passados aos descendentes durante a reprodução. Mutações em genes podem produzir características novas ou alterar características que já existiam, resultando no aparecimento dediferenças hereditárias entre organismos. Estas novas características também podem surgir da transferência de genes entre populações, como resultado de migração, ou entre espécies, resultante de transferência horizontal de genes. A evolução ocorre quando estas diferenças hereditárias tornam-se mais comuns ou raras numa população, quer de maneira não-aleatória através de seleção natural ou aleatoriamente através de deriva genética”.
O breve relato deste texto não faz justiça à ampla fundamentação científica das descobertas de tão obstinado pesquisador, mas pode servir de estímulo para quem se interessar em se aprofundar no mundo dos estudos da evolução.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Como surgiu a vida pela primeira vez?
No final do século XIX vários cientistas alemães, nomeadamente Liebig, Richter e Helmholtz, tentaram explicar o aparecimento da Vida na Terra com a hipótese de que esta tivesse sido trazida de outro ponto do Universo sob a forma de esporos resistentes, nos meteoritos – teoria Cosmozóica. A presença de matéria orgânica em meteoritos encontrados na Terra tem sido usada como argumento a favor desta teoria, o que não invalida a possibilidade de contaminação terrestre, após a queda do meteorito. Atualmente já foi comprovada a existência de moléculas orgânicas no espaço, como o formaldeído, álcool etílico e alguns aminoácidos. No entanto, estas moléculas parecem formar-se espontaneamente, sem intervenção biológica.
O físico sueco Arrhenius propôs uma teoria semelhante, segundo a qual a Vida se teria originado em esporos impelidos por energia luminosa, vindos numa “onda” do espaço exterior. Chamou a esta teoria Panspermia (sementes por todo o lado). Atualmente estas idéias caíram em descrédito, pois é difícil aceitar que qualquer esporo resista á radiação do espaço, ao aquecimento da entrada na atmosfera, etc.
Apesar disso, na década de 80 deste século, Crick (um dos descobridores da estrutura do DNA) e Orgel sugeriram uma teoria de Panspermia dirigida, em que o agente inicial da Vida na Terra passaria a ser colônias de microrganismos, transportadas numa nave espacial não tripulada, lançada por uma qualquer civilização muito avançada. A Vida na Terra teria surgido a partir da multiplicação desses organismos no oceano primitivo.
Apesar de toda a boa vontade envolvida, nenhuma destas teorias avança verdadeiramente no esclarecimento do problema pois apenas desloca a questão para outro local, não respondendo à questão fundamental: Como surgiu a vida?
No entanto, um avanço fundamental ocorreu com o as teorias de Pasteur e de Darwin, permitindo abordar o problema sob uma perspectiva diferente. Dados obtidos a partir de diversos campos da ciência permitiram em 1936 que o russo Alexander Oparin formula-se uma teoria revolucionária, que tentava explicar a origem da Vida na Terra, sem recorrer a fenômenos sobrenaturais ou extraterrestres. Sua hipótese se resume nos seguintes fatos:
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